Marcelo Cavalcante

Linux

Que tal testar o Android em seu Linux?

by kalib on Jul.20, 2010, under Android, Impressões, Java, Linux, google, software livre

Se você é da área de tecnologia, com certeza já ouviu falar deste tal Android que vem ganhando cada vez mais notoriedade e mercado no mundo dos smartphones. Não ouviu falar? Sugiro que repense suas escolhas acadêmicas e/ou profissionais. Talvez não tenha feito a escolha certa. Atualize-se.

O fato é que o Android, como todos já sabemos, é um dos mais “populares” sistemas operacionais atuais para smartphones. Usei a palavra populares entre aspas pelo fato de ele ainda não ser muito utilizado, porém com certeza é muito citado. Desenvolvido inicialmente pela gigante Google, passando a ser mantido posteriormente pela Open Handset Alliance, o Android é um sistema operacional baseado no kernel Linux, permite que qualquer programador desenvolva uma aplicação em java, por exemplo, e controle o dispositivo através de bibliotecas desenvolvidas pela Google.

Apenas recentemente o Android vem ganhando realmente mercado em smartphones e aparelhos genéricos, os famosos xing-lings ou MPx da vida.

E você? Pensava em testar este tal Android mas não pretendia comprar um smartphone para tal? O Google pensou em você e desenvolveu um emulador SDK para que você possa rodar o Android em sua máquina.

Aqui estarei descrevendo o procedimento para instalação no Linux, porém não possui muita diferença e o processo pode ser facilmente adaptado no caso de usuários do OS X ou Windows.

Antes de mais nada preciso informar que ele possui como requisito básico o Java. Se você não possui java instalado em sua máquina, esta é a hora de o instalar.

Para começar, precisamos baixar o emulador SDK disponibilizado pelo google no link: http://developer.android.com/sdk/index.html

No meu caso, estarei trabalhando em cima da versão para Linux.

O arquivo baixado está compactado com a extensão .tgz e pode ser descompactado com o comando a seguir:

[kalib@tuxcaverna android]$ tar -xvzf android-sdk_r06-linux_86.tgz

Ele irá descompactar a pasta android-sdk-linux_86. Entre no diretório e repare que existe um sub-diretório chamado tools dentro dele. Você precisará rodar o executável  android que se encontra lá.

[kalib@tuxcaverna tools]$ ./android

A tela a seguir lhe será apresentada.

Agora precisamos instalar o Android em si, portanto vamos começar vendo a lista de aplicativos disponíveis para instalação.

Repare que na lateral esquerda existem 5 abas. Vamos trabalhar por enquanto na aba Available Packages. Ao clicar nela, a seguinte tela lhe será apresentada:

Clique na seta que se encontra ao lado da opção https://dl-ssl.google.com/android/repository/repository.xml

Lhe será exibida uma lista de aplicativos disponíveis para instalação, conforme imagem:

No meu caso, vou selecionar apenas a versão 2.2 do Android. Mas, sinta-se livre para selecionar e instalar outras que estejam disponibilizadas.

Uma vez que eu tenha selecionado a box do SDK Platform Android 2.2, API 8, revision 2, basta clicar em Install Selected.

Ele me apresenta uma janela de confirmação. Basta clicar em Accept e em seguida em Install.

Será iniciado o download da(s) aplicação(ões) selecionada(s), conforme imagem abaixo.

Ao concluir o download, a tela ficará aguardando que você clique em Close, como na imagem a seguir:

Após isto, podemos ir para a aba Installed Packages. Lá veremos a lista do que instalamos. No meu caso, apenas o SDK Platform Android 2.2, API 8, revision 2, como na imagem a seguir:

Agora vamos criar o dispositivo virtual. Clique na primeira aba, Virtual Devices, e em seguida clique no botão New…

Lhe será apresentada uma tela pedindo as seguintes informações:

Name: (Nome que deseja dar para este dispositivo virtual)

Target: (Você deve apontar para a API desejada. No meu caso, apontei para o Android 2.2 que instalei)

SD Card: (Aqui você define o tamanho que deseja para o arquivo que será o dispositivo virtual)

Skin: (Nesta opção você poderá definir a resolução que deseja utilizar ou tamaho de tela)

Hardware: (Opções para abstração ou comunicação com o seu hardware)

Pode preencher de forma parecida com o que eu fiz na imagem a seguir:

Feito isto, clicamos em Create AVD.

Bingo, seu dispositivo foi criado e está pronto para uso.

Basta clicar em cima dele e em seguida pressionar o botão Start…

E o resultado? Nosso Android dando o seu primeiro boot.

Vejamos o menu de principal…

Que tal testar o browser? Sim, pode testar. Ele já está conectado na internet, caso, obviamente, a sua máquina (hospedeira) esteja conectada. Eles já se comunicam por bridge.

Não é que funciona mesmo?!


Abraços!

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Simples solução de backup? SBackup

by kalib on Jul.15, 2010, under Arch Linux, Impressões, Linux, cultura hacker, segurança

Quantas vezes você já foi surpreendido por alguma falha grave em seu sistema de arquivos, disco rígido ou mesmo por vírus (no caso de quem utiliza Sistemas Operacionais Genéricos) e depois de perder centenas de arquivos e informações se perguntou: Porque eu não fiz backup disso antes?

É natural do ser humano ignorar o ditado “Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje” dando espaço ao mais utilizado e adotado (quase que enraizado na cultura brasileira) “Não faça agora o que pode esperar para amanhã”, e, por consequência desta atitude, milhares de dados são perdidos diariamente no mundo inteiro pela falta de um simples backup.

Existem milhares de ferramentas de backup super eficientes para meios corporativos, portanto não abordarei este tópico. Empresas já possuem (ou ao menos deveriam possuir) seus especialistas em TI que conhecem boas soluções e estratégias de backup para garantir a continuidade dos serviços da empresa em casos de necessidade ou perda.

Hoje vou apresentar uma ferramenta bem simples e interessante aos usuários domésticos. Sim, backup não é apenas para empresas. Sempre é bom que se tenha backup mesmo em sua máquina doméstica. Não perca sua monografia que levou tanto tempo para ser trabalhada, ou aquele projeto importante, quem sabe até aquelas fotos de 10 anos atrás que você tanto preza.

É comum ver amigos fazendo tais backups em dvds, pendrives, email, etc. Porém, isso me parece um tanto quanto amador.

Se você realmente preza pelos seus dados, é hora de planejar um backup sério.

Lhes apresento o SimpleBackup, ou simplesmente SBackup.

Uma apresentação informal rápida…

O Simple Backup é uma solução de backup simples para atender as necessidades de usuários desktop. O projeto foi patrocinado pelo Google durante o Google Summer of Code 2005.

Instalação? Se você utiliza Arch Linux, basta pedir ao nosso amigo pacman:

# pacman -S sbackup

OBS: Ele lhe dará duas ferramentas depois de instalado:

* Configuração do Backup

* Restauração de Bakcup

Vamos começar pela Configuração do Backup.

E agora, a tão esperada Cara do Bixo.

Essa é a tela inicial. Simples e modesta. Sem propagandas ou logomarcas coloridas.

O Simple Backup lhe permite fazer backups simples, completos ou incrementais.

Nesta primeira tela, você decide a forma desejada. Sugiro que para o primeiro teste, selecione a opção Somente backup manual. Desta forma iremos configurar um backup simples e rápido para testar a ferramenta.

Selecionada a opção de “Somente backup manual”, vamos à próxima aba chamada “Inclusões”. Nos será apresentada a tela a seguir:

Por padrão ele vai trazer vários diretórios, pode Remover os diretórios que ele lhe trás e adicionar alguns poucos diretórios (de preferência com poucos arquivos, apenas para agilizar nosso teste. ;] Um total de 20 ou 30 MBs já resolve para nosso teste.

No meu exemplo, eu desejo backup apenas dos diretórios “/home/kalib/imgs/” e “/home/kalib/amsn_received/”, conforme pode ser visto na imagem anterior.

Uma vez que você tenha finalizado a configuração dos diretórios desejados, vamos para a próxima aba: “Exceções”

Esta aba servirá para informarmos o que NÃO deverá entrar no backup. Esta sessão se divide em 4 categorias, como pode ser visto na imagem abaixo:

1- Pastas - Aqui você lista quais pastas ou arquivos não deseja incluir no backup. Repare que ele já trás vários diretórios por padrão. Pode remover todos. Por exemplo:

Supondo que eu tenha marcado o diretório /home/kalib/imgs/ para backup, porém dentro deste diretório existem os diretórios /imgs1 /imgs2 e /imgs3. Eu não quero o /imgs3 em meu backup, então posso incluir nestas Exceções de Pastas o caminho “/home/kalib/imgs/imgs3/”. Deverá ficar algo como ilustrado a seguir:

2- Tipos de arquivos – Aqui devemos descriminar quais tipos de arquivos iremos deixar fora fora do backup. Novamente, ele já trás vários diretórios por padrão. Pode remover todos. Esta função é útil por exemplo para quem não deseja levar no backup algum tipo de arquivos em específico.

Por exemplo, supomos que nos diretórios que eu marquei para fazer backup, eu não deseje que sejam levados também os arquivos do tipo .mp3.

Para isto, eu clico na opção Adicionar e na janela que será apresentada escolho a opção de formato mp3.

Deverá ficar da seguinte forma:

3- Expressões Regulares – Esta é para quem possui conhecimentos em regex. Caso você não entenda o que são expressões regulares, sugiro que remova os que ele trás por padrão e deixe este campo em branco.

4- Tamanho Máximo – Por último, definiremos o tamanho máximo de cada arquivo que estará no backup. Vamos supor que eu não queira que ele leve arquivos maiores que 10 MB. Basta indicar neste campo e seguir em diante.

Agora vamos conhecer a próxima aba, “Destino”.

Nesta aba, como o próprio nome já diz, deveremos escolher o local para onde será enviado o nosso backup. Aqui temos três opções:

1- Usar a pasta padrão backups que se localiza em /var/backup

2- Usar uma pasta personalizada: Neste caso você vai escolher em qual diretório você deseja que o backup seja feito. Lembrando que este destino pode ser também um disco externo que possa estar plugado via usb, por exemplo.

3- Utilizar uma pasta remota: Neste caso você envia o backup para uma outra máquina pela rede através de ssh ou ftp.

No meu caso, optei por enviar via ssh para uma outra máquina, como pode ser visto na imagem anterior. Mas, qualquer que seja a opção escolhida por você, servirá para o nosso teste. Apenas a nível de curiosidade, segue comando que digitei como meu destino:

ssh://MEU_USUARIO:MINHA_SENHA@192.168.0.83/home/marcelo.cavalcante/backups/

Onde:

MEU_USUARIO = nome do usuário na máquina que receberá este meu backup

MINHA_SENHA = senha deste usuário

192.168.0.83 = ip da máquina para onde o backup será enviado

/home/marcelo.cavalcante/backups/ = diretório onde eu desejo que o backup seja guardado na outra máquina

A próxima aba é a de “Agendamento”. Nela você irá definir a frequência com que seu backup será realizado. Diário, semanal, mensal, a cada 2 dias, a cada 10 dias, etc… Qual dia? Qual hora? Qual minuto?

Estas configurações, caso habilitadas, serão para um backup incremental, ou seja, apenas o que foi adicionado desde o último backup.  Repare na opção “Faça um backup completo uma vez a cada XX dias”. Caso você faça os agendamentos anteriores e determine neste campo o valor de 10 dias, estará significando que o seu agendamento anterior será para backups incrementais e apenas depois de 10 dias ele será completo.

Esta é a cara da criança:

Como nada disso importa para este nosso teste, deixe como na imagem acima mesmo… sem agendamentos e datas.

Vamos à última aba: “Limpeza”

É aqui que você configura sua política de limpeza de backups. por exemplo. Se eu faço backups diários incrmentais e um completo a cada semana, rapidamente eu terei uma quantidade de arquivos de backups enormes e desnecessários, então posso especificar nesta aba que desejo que arquivos de backup de 30 dias atrás, por exemplo, sejam removidos automaticamente.

Novamente, deixemos isto para lá por enquanto. Não utilizaremos em nosso teste. Segue imagem:

Feitas estas configurações, clique em “Salvar”. Isto irá gravar as configurações feitas por você. Após isto, basta clicar em “Backup Agora!”

O backup será iniciado em background, portanto não espere por uma barra de progresso. Caso deseje acompanhar se o processo realmente iniciou, utilize ferramentas como o top ou o ps em seu linux. ;]

Como colocamos poucos diretórios e arquivos, esta tarefa deve levar poucos minutos.

Passados alguns minutos, pode reparar no local que você especificou como destino. Lá estarão seus arquivos de backup, com data e hora deste momento em que foi executado.

E caso, eu tenha escondido um vírus neste blog e os arquivos de seu hd sejam removidos em 2 minutos? >]

Não se desespere. Uma vez que você já realizou backup de seus dados, tudo o que você precisa fazer é restaurar o mesmo.

Inicie agora a outra ferramenta: Restauração de backup

Esta é a aparência, também simples, da mesma:

Tudo o que tem a fazer é escolher o arquivo de backup que deseja restaurar e clicar em restaurar. ;]

Ela lhe permite inclusive escolher o que exatamente você deseja restaurar e onde deseja restaurar. Tudo isso com uma interface bastante simples e intuitiva.

Que bom ter uma cópia de seus dados em casos de catástrofes, certo?!

Abraços!

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KDE 4.4.4 Liberado! Atualize seu Arch Linux! …Cheers

by kalib on Jun.02, 2010, under Arch Linux, Impressões, KDE, Linux, software livre

kde444

Saudações pessoal!

Depois de um longo tempo sem postar venho lhes informar que já podemos ter o KDe 4.4.4 em nosso Arch Linux.

O mesmo já seencontra devidamente empacotado e disponível em nossos repositórios. Por se tratar de uma quantidade grande de pacotes (mais de 300 MB), execute o comando para atualizar seu sistema antes de prosseguir com a leitura do post.

# pacman -Syu

Cheers!

Ou deveria dizer.. Saúde!?

Para quem não sabe, “Cheers” é a expressão utilizada no idioma Inglês ao se fazer um brinde. Sim, seria o nosso bom e velho “Saúde”. Além desta utilização, também pode ser utilizado em geral como um “viva” ou simplesmente um desejo de saúde em uma carta, email ou algo que o valha.

Este é o codinome da versão 4.4.4 do KDE que foi liberada ontem, 1 de Junho, pela equipe do projeto. Lançamento este que, façamos justiça, merece mesmo um brinde.

Cheers, ou KDE 4.4.4 para os menos íntimos, será o último lançamento da série 4.4 que dará espaço para a próxima release, KDE 4.5, que tem previsão de lançamento para Agosto.

Por se tratar apenas de correções de bugs e traduções, todos podem efetuar a atualização sem medo algum de perder configurações ou seja o que for.

Dentre as correções, destacam-se:

* Vários bugs na listagem de nomes do gerenciador de arquivos Dolphin foram corrigidos;
* Bugs relacionados a encodes e arquivos zipados foram corrigidos;
* Vários bugs nos games do KDE foram corrigidos…

Dentre outros…

Para os curiosos de plantão que desejem já ir conhecendo o que ainda está por vir, a equipe de desenvolvimento do KDE já disponibilizou o primeiro beta da próxima release, KDE 4.5, que deverá estar disponível em Agosto.  Maiores informações podem ser obtidas neste link.

Abraços!

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